HIDROGRAFIA E RELEVO


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Sistema Hidrográfico de Jaguarão
O principal rio de nosso município é o rio Jaguarão, que nasce na Coxilha do Arbolito, no município de Bagé e deságua na lagoa Mirim.
Seus principais afluentes são:
Margem direita: Jaguarão Chico ou Guabiju e Salsinho;
Margem esquerda: arroio Candiota, arroio Butiá, arroio do Bote, arroio do Telho, arroio dos Lagoões.
Temos, ainda, os arroios: Juncal, Bretanha, Quilombo e Mauá.
Possuímos alguns banhados: Bretanha, Arrombados, dos Terra, do Luciano e Grande.
O município também é banhado por uma lagoa: a lagoa Mirim.
Pertencem ao município as seguintes ilhas:
No rio Jaguarão: do Braz, Juncal, Santa Rita, Ovelhas, Jacinto, Humaitá, Negro Morto e Diniz;
Na lagoa Mirim: Grande e Taquari.
Podemos dizer que o rio Jaguarão é navegável num trecho de 22,5 milhas, desde a sua barra até uma pequena queda d'água, conhecida por Cachoeira, trecho onde o rio apresenta-se no mesmo nível da lagoa Mirim. Os barcos com mastro navegam somente até a Ponte Mauá, num trecho de 14,5 milhas. Da ponte para cima, o Jaguarão é mais pitoresco, com barrancas e matos altos, com palmeiras... mas mais raso, com pedras e baixios de areia, que ficam de fora nos períodos de estiagem.
O Jaguarão apresenta uma grande oscilação em seu nível, nos períodos de cheias e de estiagem. Em maio de 1984, a referência de nível, localizada na Ponte Mauá, registrou 7,35m; no verão de 1989-90, 0,25m. Esses dois extremos não têm procedentes na história de Jaguarão, neste século. Há também uma pequena oscilação de nível, nas águas do rio, causada pelo vento, que gira ao redor de 30 a 40cm. Quando o vento sopra dos quadrantes noroeste-oeste, a água baixa; quando do sul-sudeste, sobe.
Em toda a bacia da lagoa Mirim, a maior poluição existente, sem dúvida, é do esgoto cloacal, que os jaguarenses pagam para que a CORSAN jogue no rio, em estado “In Natura”. Apesar disso, não deixa de ser uma poluição muito pequena, se levarmos em consideração o volume d'água que corre no rio. A poucas milhas daqui, rio abaixo, as águas já estão totalmente purificadas. Navegando ao longo do rio e da lagoa é bem visível a poluição causada por plásticos, latas, tecidos e papéis que são jogados. Os acampamentos nas margens também contribuem com uma quantidade de material que é deixado ao relento. O que mais preocupa é que o homem tem produzido cada vez mais lixo, e a razão reside no fato de as indústrias terem descoberto o “oásis” das embalagens descartáveis que, na sua grande maioria precisam de vários anos para que se decomponham.


Fonte: - Jaguarão é assim – 3ª Série / 1988; - “Lagoa Mirim – Um Paraíso Ecológico”, de Décio Vaz Emígdio in Jornal Espírito do Saber, disponível em http://jes-ieees-jag.blogspot.com


Página criada pela professora ANA RITA VERGARA MACHADO


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